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Copa de uma árvore nativa da mata do Belvedere II, fotografada de baixo para cima.
Belvedere IILomba do Pinheiro·Porto Alegre/RS

A florestaque fica.

O Belvedere II foi planejado para integrar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida. Esta página mostra à vizinhança o que será mantido, o que será removido e sob quais regras.

Role o dossiê
01Compromisso

Compromissos concretos, não promessas.

O compromisso ambiental do Belvedere II se expressa em medidas que podem ser conferidas: respeito às Áreas de Preservação Permanente, atendimento às condicionantes do licenciamento e cumprimento das medidas de compensação exigidas pelos órgãos ambientais.

Preferimos falar do que é mensurável no terreno. Cada número desta página vem do projeto; cada regra citada leva ao texto oficial da norma.

  1. 01Compromisso
  2. 02A área em números
  3. 03A floresta que fica
  4. 04Duas proteções
  5. 05Composição da área
  6. 06O empreendimento
  7. 07A floresta que sai
  8. 08Fauna em movimento
  9. 09Educação ambiental
  10. 10Moradia
  11. 11Fale com a obra
02A área em números

A área em números.

16.035,98

Mata Atlântica preservada

Vegetação nativa do bioma, mantida onde está. A Lei Federal nº 11.428/2006 rege o uso e a proteção da Mata Atlântica.

31.882,34

Áreas de Preservação Permanente

Protegidas pela função que exercem: guardar água, solo e biodiversidade. É o que define a Lei Federal nº 12.651/2012.

4

Passagens de fauna

Travessias aéreas e terrestres previstas para reconectar trechos de mata separados pela obra.

55.379,97

Área total preservada

A soma das Áreas de Preservação Permanente, da Mata Atlântica e das praças, dentro do perímetro do empreendimento.

Áreas informadas pelo projeto do empreendimento

Placa de Área de Preservação Permanente presa a uma tela laranja de obra, instalada dentro da mata do Belvedere II.
Registro 01 · perímetro da APP

A tela e a placa marcam, no terreno, o limite da Área de Preservação Permanente.

03A floresta que fica

A floresta que fica.

Uma faixa de mata foi destinada à preservação e está sendo cercada e sinalizada. Áreas de Preservação Permanente também serão cercadas e sinalizadas.

Olhe a foto de novo. Aquela tela laranja não está protegendo a obra da mata — está protegendo a mata da obra. É a cor de alerta usada para dizer, a quem opera uma máquina, onde ela não entra.

04Duas proteções

Duas proteções diferentes que se somam.

APP e Mata Atlântica são regimes jurídicos distintos, criados por leis diferentes. Uma mesma faixa de terreno pode reunir os dois — e, quando isso acontece, as exigências não se substituem: elas se somam.

Destacar um dos regimes de proteção
APPLei 12.651/2012Mata AtlânticaLei 11.428/2006as duas
Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Lei Federal nº 9.795/1999, art. 1º
05Composição da área

Do que é feita a área preservada.

O total preservado não é um bloco único. São três coisas diferentes, com regras diferentes, somadas dentro do mesmo perímetro.

APP
31.882,34
Mata Atlântica
16.035,98
Praças
7.461,65
Total preservado

55.379,97

A área de praças é o valor que resta quando se subtrai a APP e a Mata Atlântica do total informado pelo projeto. O empreendimento publica o total e as duas parcelas maiores; a terceira segue da própria conta.

06O empreendimento

O que está sendo construído.

O Belvedere II é um loteamento residencial. As quadras, as vias e as praças convivem, dentro do mesmo perímetro, com a mata preservada e as Áreas de Preservação Permanente demarcadas. É isso que a planta mostra — e é por isso que ela abre esta ficha.

Planta urbanísticaVer em tamanho real ↗
Planta urbanística do Loteamento Residencial Belvedere: quadras e lotes, vias, praças e, em verde, as áreas de preservação e as Áreas de Preservação Permanente margeando os cursos d'água.
Prancha 01 · planta urbanística

As manchas verdes são as áreas de preservação, as APPs e as praças; as linhas azuis, os cursos d'água. Desenho fornecido pelo empreendimento.

As casas.

Pelas plantas, as casas são térreas, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

Render das casas do Belvedere II vistas da rua: unidades térreas geminadas, com recuo gramado e calçada.
Render 01Vista da rua
Render do conjunto de casas do Belvedere II em fileira, com cercas vivas e área gramada.
Render 02Vista do conjunto
Planta baixa humanizada da casa: dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.
Planta 01Planta humanizada — clique para ampliar
Perspectiva interna da casa, com os dormitórios, a sala e a cozinha vistos de cima.
Planta 02Perspectiva interna
Outra perspectiva interna da casa, mostrando a distribuição dos ambientes.
Planta 03Perspectiva interna

Imagens ilustrativas do projeto. Mobiliário, decoração, paisagismo e acabamentos não integram o que é entregue e podem variar no resultado final.

Troncos altos e retos de pinus erguendo-se entre a vegetação nativa mais baixa e emaranhada.
07A floresta que sai

A floresta que precisa sair.

Nem toda árvore derrubada é desmatamento. Parte da vegetação da área é pinus e eucalipto — árvores plantadas, de fora daqui.

No Rio Grande do Sul, o pinus é reconhecido oficialmente como espécie exótica invasora. A classificação está na Portaria SEMA nº 79/2013, do órgão ambiental do estado — não é uma leitura nossa, é a norma vigente. O eucalipto, também presente na área, é igualmente uma espécie de fora: plantada, não nativa.

Onde o pinus se instala, ele fecha o dossel e cobre o chão com uma camada espessa de acículas que se decompõem devagar. Menos luz alcança o solo, a semente nativa não germina sob essa manta, e a árvore ainda disputa água e nutrientes. Suas sementes aladas viajam com o vento e ocupam áreas muito além do plantio.

Por isso, retirar o pinus não é derrubar mata: é remover o que sufoca a mata. É a mesma prática adotada em parques e unidades de conservação para devolver espaço à vegetação da região.

Vegetação exótica a ser removida

53.898

Uma área quase idêntica à que permanece protegida. Para cada metro quadrado de vegetação exótica removida, 1,03 m² de área preservada seguem dentro do perímetro do empreendimento.

  1. 01

    Autorização da SMAMUS

    A Autorização de Supressão de Vegetação é emitida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre.

  2. 02

    Registro no SINAFLOR

    A intervenção é registrada no sistema federal do IBAMA que dá rastreabilidade à origem de produtos florestais.

  3. 03

    Compensação e responsável técnico

    A remoção atende às medidas de compensação ambiental exigidas pelo Município e é conduzida por responsável técnico habilitado.

08Fauna em movimento

Fauna em movimento.

Quatro passagens de fauna estão previstas: estruturas aéreas para os animais que vivem nas copas, e travessias de solo para os que andam pelo chão. Elas reconectam trechos de mata separados pela obra, para que os animais circulem e as populações não fiquem isoladas umas das outras.

Passagem aéreaPassagem terrestreVia
Pelo alto

Passagem aérea

Uma travessia suspensa entre as copas, para quem vive no alto e evita descer ao chão.

Ponte de corda suspensa entre copas de árvores, usada como travessia por animais arborícolas.
Referência 01 · passagem aérea

Exemplo do tipo de estrutura suspensa prevista para o empreendimento.

Imagem ilustrativa — não é registro do Belvedere II
Bugio-ruivoAlouatta guariba clamitans
Vive na copa e usa a cauda preênsil para se deslocar entre os galhos. Não transmite febre amarela às pessoas: por adoecer antes, ele ajuda a alertar sobre a circulação do vírus.
Ouriço-cacheiroCoendou spinosus
Roedor noturno de espinhos que passa a vida nas árvores. A cauda preênsil se enrola nos galhos; raramente desce ao solo.
Pelo chão

Passagem terrestre

Uma travessia por baixo da via, que evita atropelamentos e o encontro com cães.

Registro noturno de câmera-trap: um animal silvestre atravessa uma passagem de fauna sob uma via.
Referência 02 · câmera-trap

É assim que se verifica se uma passagem funciona: câmeras registram quem atravessa, e quando.

Imagem ilustrativa — não é registro do Belvedere II
Tatu-galinhaDasypus novemcinctus
Cava as próprias tocas e sai à noite para se alimentar. A travessia por baixo da via evita atropelamentos e o encontro com cães.
Gato-do-mato-pequenoLeopardus guttulus
O menor felino selvagem do Brasil ainda ocorre em Porto Alegre. É classificado como Vulnerável e consta da lista de espécies ameaçadas do Rio Grande do Sul.
Gambá-de-orelha-brancaDidelphis albiventris
Predominantemente terrestre, é também um bom trepador. Come frutos e dispersa sementes — trabalha a favor da regeneração da mata.
PreáCavia aperea
Roedor de campo e borda de mata, de cauda atrofiada. Alimenta-se de gramíneas, folhas e brotos tenros.
Imagem conceitual de um pequeno animal silvestre atravessando o chão da mata à noite.
Canal de campo
Ocorrência com fauna

Encontrou um animal em risco?

Em casos de animais silvestres feridos, desorientados ou em situação de risco nas proximidades da obra, avise o contato responsável.

  1. Mantenha distância
  2. Envie a localização
  3. Fotografe só se for seguro
Contato direto

Raissa

(51) 98283-8301

Falar no WhatsApp

Ao chamar, informe onde o animal foi visto e descreva a situação. Não toque nem tente capturá-lo.

Imagem conceitual · monitoramento de fauna
09Educação ambiental

Educação ambiental na vizinhança.

As ações de educação ambiental do Belvedere II orientam-se pela Política Nacional de Educação Ambiental, instituída pela Lei Federal nº 9.795/1999, e pelas diretrizes do órgão responsável pelo licenciamento.

A lei atribui às empresas a promoção de programas sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente (art. 3º, inciso V) e estimula a participação em ações de educação ambiental junto a instituições de ensino e organizações da sociedade civil (art. 13). É nesse espírito que este canal existe.

  • Saber o que é o quê

    O que é uma APP, o que é Mata Atlântica, por que o pinus sai e por que a mata nativa fica.

  • Acompanhar o processo

    Acesso ao andamento do licenciamento e às medidas de compensação previstas para o empreendimento.

  • Ter para quem falar

    Um canal direto para perguntas, observações e reclamações sobre a obra.

10Moradia

Casas para quem perdeu a sua na enchente.

Em maio de 2024, a maior enchente da história do Rio Grande do Sul atingiu cerca de 2,4 milhões de pessoas. Em Porto Alegre, bairros inteiros ficaram debaixo d'água e milhares de famílias perderam suas casas.

O Belvedere II é um empreendimento de habitação de interesse social do Minha Casa, Minha Vida, na modalidade FAR, operada pela Caixa Econômica Federal. O terreno fica em cota alta, fora de área sujeita a alagamento.

523moradias

Previstas no projeto, destinadas a famílias de baixa renda, com prioridade para atingidos pela enchente de 2024.

Programa federalCaixa Econômica Federal, Ministério das Cidades e Governo Federal.

Lomba do Pinheiro reúne mais de 58 mil moradores e uma longa história de associações organizadas em torno da moradia e da infraestrutura. É a essa comunidade que esta página se dirige.

11Fale com a obra

Fale com a obra.

Este canal é aberto à vizinhança. Se você mora perto, tem uma dúvida sobre a vegetação, notou algo na obra ou quer entender uma etapa do licenciamento, escreva.

  • Confirmação de que a mensagem foi recebida.
  • Retorno com uma resposta ou um encaminhamento.
  • Sua observação registrada no acompanhamento da obra.

Este é um canal de comunicação com a comunidade. Não se trata de venda de lotes ou de unidades habitacionais.

Toda mensagem é registrada e encaminhada ao responsável técnico.